Semana passada…eu aqui resolvendo muitas questões pessoais acumuladas ao longo de um mês inteiro que não pude dar atenção à elas…recebo uma mensagem. Minha amiga Ana Paula, da A Santa Paula Organização, que estava de férias fora do RJ, me pedindo para dar atenção a um cliente muito especial, cujas netinhas gêmeas haviam nascido prematuras, e os pais, filho e nora, estavam fazendo plantão no hospital cuidando das meninas. A casa fora esquecida. Na sala se acumulavam malas, caixas e sacolas com roupas e acessórios, muitos das meninas.

 

No dia seguinte eu já fui lá no apartamento imbuída do espírito de começar o projeto right on time,  já que não daria tempo sequer de emitir orçamento. O preço já havia sido mencionado em conversa por telefone anterior. Confesso que não me sinto confortável de entrar na casa do cliente sem a segurança que o orçamento me dá, mas nem todo mundo trabalha desta forma e não havia mais tempo hábil, já que uma das meninas, teria alta neste fim de semana. Coincidentemente, alguns muitos anos atrás, eu fiz um projeto para esta mesma família, para os sogros, de organizar o closet dela em parceria com uma outra amiga querida, a Irene. Ambas, Paula e Irene, organizers, minhas ex alunas do Senac, não são “famosas”no mercado, mas tem clientes mega potenciais e atuam há pelo menos 9 anos já. Orgulho disso. Ambas, tem Instagram mas não publicam nada. Não têm interesse em fomentar suas redes sociais, não me interessa o motivo, mas afirmo que, seus clientes são tão bons quantos os meus.

 

Voltando…

Entrei no apartamento, avaliei rapidamente, montei uma estratégia na minha cabecinha, já que eu não tinha levado assistente (a pedido dos clientes), lembrando que estamos numa pandemia, o que seria mais seguro para todos, mas em contra partida, exigiria que eu fosse o mais assertiva o possível, para terminar até o dia seguinte, sem deixar pendências. Quando vc trabalha sozinha, todo o ônus e todo o bônus pertencem à vc. Então, comecei abrindo todas as malas, separando o que era roupinha e o que era acessório. Depois fiz a segunda triagem, o que era roupinha e o que era roupa de cama e banho. E ainda fiz a terceira triagem, separei todas as roupinhas por faixa etária. Aí sim! Cai dentro das dobras! Aproximadamente 6 horas seguidas dobrando roupa. Em paralelo, pedindo colméias, porque roupas de bebês precisam ser guardadas em colméias, ainda mais com todas as circunstâncias envolvidas: gêmeas.

 

Um parênteses…enquanto dobrava roupas me peguei refletindo muito sobre a maternidade de múltiplos. Certeza que pais de múltiplos são escolhidos por Deus! Não tenho nenhuma dúvida disso. A gente já vem com a missão programada de aprender em menos de um ano, tudo o que os pais de singles aprendem em 10 pelo menos. E os filhos também, nascem já sabendo a importância de compartilhar, dividir, renunciar, escolher, esperar, serem resilientes, e tantas outras coisas difíceis mas não impossíveis, que muitos seres humanos levam uma vida e não aprendem.  Dois fatos que eu vivi, me levaram à essa conclusão. Uma vez empurrando o carrinho dos meus filho, muito, muito pequenos ainda. Acho que eles tinham no máximo 2 meses, uma mulher que estava com sua filhinha da mesma idade me perguntou como eu fazia quando os dois choravam? Prontamente respondi: “alguém vai continuar chorando, porque eu vou priorizar o mais estressado ou o que está com fome no momento”. Sou uma só e não andava com babá na época. Nem tinha esse recurso. Babá só entrou na minha vida quando meus filhos tinham quase 5 meses e eu precisava voltar a trabalhar para sustentá-los. A outra coisa que lembro bem, foi que, ao longo da maternidade, fui desenvolvendo métodos próprios de maternar de uma forma mais tranquila e planejada, já que por natureza sou intensa, por exemplo, quando eu comprava ingresso para uma evento ou tinha uma festinha no fim de semana, e ainda estávamos no início dela ou estava muito longe o evento, eu NUNCA falava pra eles o que íamos fazer no finde. NUNCA! Não ficava falando toda hora”nós vamos ao teatrinho, nós vamos ao teatrinho!! Nós vamos ao show de fulano, nós vamos ao show de fulano!”. Ficar massacrando isso em cima das crianças, alimentando a ansiedade de quem ainda não sabe lidar com isso. Eu só falava no dia do evento de manhã. Se tivesse tudo bem, se ninguém tivesse doente, se tudo tivesse dentro dos conformes. Acho que muitos dos ansiosos mundo afora são frutos dessa ânsia incutida ainda na infância. E se tem uma coisa que eu tenho horror, é de ansiedade. Deus que me livre!

 

Voltando mais uma vez!

Sexta-feira, é um dia que as empregadas saem mais cedo normalmente, e nessa casa não era diferente. Logo após o almoço avisei à cliente se não haveria possibilidade de alguém ir para lá ficar comigo porque eu queria dar uma turbinada no processo, e ir até às 18h. Normalmente trabalhamos até as 16h30 ou 17h. Então ela me mandou os sogros. Que sogros gente! Que sogros! Amorosos, empáticos, preocupados, queridos, me ajudavam a pensar em tudo. E tudo o que eu sugeria, o sogro pelo celular resolvia de imediato. Acrílicos e cabides por exemplo. A cliente me contou que comprou 5% do volume de tudo, que o resto, foi comprado pela sogra e pela mãe dela, já que precisou estar internar a maior parte do tempo durante a gestação por conta do risco. Os sogros, foram uma mão na roda pra mim, enquanto eu dobrava, a sogra ia fazendo um double check no volume de roupas para ver se não estava faltando nada, já que foi ela quem lavou tudo.O sogro, comprava meus barulhos, rs, sugeri que, apesar dos cabides fofíneos brancos serem lindos, eles não eram funcionais. Tínhamos duas portas de armário com um bom tamanho, mas esses cabides roubam muitos espaços. Ele abriu o aplicativo do Mercado Livre, mostrou o cabide, escolhi a cor ele lacrou (odeio essa palavra rs). Fechou a compra e ainda me falou assim, “amanhã vai estar aqui!”. Particularmente, amo pessoas assim. Não há perdedores quando todos jogam à favor e no amor. Ao fim do primeiro dia, todas, todas as muitas, infinitas roupinhas já haviam sido dobradas e o armário já tinha uma pequena parte montada. Eu não podia definir com certeza os espaços, pois faltavam as peças grandes que seriam dobradas no dia seguinte, as toalhas, cueiros, mantas, lençóis etc. O dia seguinte seria longo também. E foi!

 

Sábado foi o segundo e último dia. Confesso que também parei de trabalhar sábados, domingos e feriados, mas, a cliente não era minha, ela não recebeu um orçamento com as observações contidas. Segundo,  era uma situação de emergência. Levamos algumas coisas em consideração para abrir excessões, sempre. Desta vez no apartamento, eu e uma empregada somente. Ela caindo dentro do trabalho dela. Eu, no meu. Separei as roupas de cama e banho e vambora! Começo sempre pelo mais fácil, um hábito meu. Começar pelo mais fácil, me dá tempo de equacionar as questões mais complexas do conteúdo mais difícil. Enquanto dobro, vou pensando em soluções. Sempre dá certo. Trabalhar sozinha exige que eu esteja focada o tempo todo, porque tenho que pensar nas colméias, eu já tinha usado uma leva quase inteira, precisaria de mais. Nos acrílicos que seriam fundamentais na organização do banheiro das meninas. Na divisão dos espaços para as duas e em rotular tudo ao final do projeto. Aliás, antes de começar  qualquer projeto, tem uma pergunta que eu faço sempre para os clientes, que é “como vc pensou esse espaço?”. Quando fiz essa pergunta para essa cliente, ela me disse, “nada, faça do seu jeito, confio!”. Ela estava exausta, racionando energias para o principal na vida dela, as filhas. Decidi então que centralizaria tudo o que é de uso diário, em uma porta só, a porta mais próxima do trocador seria o melhor a ser feito. A outra porta, mais distante do trocador e muito próxima ao berço, seria para roupas de cama e um estoque do que já existia em uso. Tudo foi muito bem pensado e planejado, na rotina, no dia a dia, na velocidade que é preciso para manter duas crianças limpinhas, quentinhas, arrumadinhas etc. E uma boa dose de lógica faz muita diferença nesse momento. Acho que ser mãe de gêmeos que ajudou muito nos processos. Acredito piamente que em algum momento dessa jornada, elas irão mostrar suas personalidades que também ficarão impressas na sua maneira de vestir. Aí, ter duas portas de armários será fundamental! Por enquanto, tudo em uma só, seria bem mais prático.

 

Às 18h de sábado eu havia terminado tudo!! Os cabides chegaram e eu já havia trocado todos, e ganhamos mais espaço com isso. Mais colméias também foram pedidas e recebidas, deixei duas de cada tamanho de reserva pra ela, caso fosse preciso. O banheiro estava pronto, era pouca coisa. E tudo, exatamente tudo estava rotulado, prontinho para uso da babá, da enfermeira, dos avós e principalmente dos pais.

 

Às 20h eu recebi um muito obrigada bem afetuoso da secretária do sogro da cliente. Às 22h30 eu recebi uma mensagem linda de agradecimento dos sogros com o comprovante do pagamento total do projeto. Gente fina, educada, elegante e generosa, tem esse tipo de comportamento, é grato e reconhece quando o melhor foi feito e da melhor forma para a família dele que vive um grande momento. Pasmem, a maior parte dos nossos clientes, são desse jeito. Valorizam nosso trabalho e a pessoa que somos. Queria que todos fossem assim na verdade. Mas já em contento com a grande maioria.

Domingo às 7h40 eu acordei com uma mensagem da cliente dizendo que estava tudo lindo e maravilhoso. Sorri. Plena e muito feliz. voltei à dormir. Pronta para a próxima.

 

Beijos e uma maravilhosa semana para todos nós!

Verônica Cavalcanti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Verônica

Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
Como me disse uma vez um numerólogo: vim para a guerra. 😉

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Semana passada…eu aqui resolvendo muitas questões pessoais acumuladas ao longo de um mês inteiro que não pude dar atenção à elas…recebo uma mensagem. Minha amiga Ana Paula, da A Santa Paula Organização, que estava de férias fora do RJ, me pedindo para dar atenção a um cliente muito especial, cujas netinhas gêmeas haviam nascido prematuras, e os pais, filho e nora, estavam fazendo plantão no hospital cuidando das meninas. A casa fora esquecida. Na sala se acumulavam malas, caixas e sacolas com roupas e acessórios, muitos das meninas.

 

No dia seguinte eu já fui lá no apartamento imbuída do espírito de começar o projeto right on time,  já que não daria tempo sequer de emitir orçamento. O preço já havia sido mencionado em conversa por telefone anterior. Confesso que não me sinto confortável de entrar na casa do cliente sem a segurança que o orçamento me dá, mas nem todo mundo trabalha desta forma e não havia mais tempo hábil, já que uma das meninas, teria alta neste fim de semana. Coincidentemente, alguns muitos anos atrás, eu fiz um projeto para esta mesma família, para os sogros, de organizar o closet dela em parceria com uma outra amiga querida, a Irene. Ambas, Paula e Irene, organizers, minhas ex alunas do Senac, não são “famosas”no mercado, mas tem clientes mega potenciais e atuam há pelo menos 9 anos já. Orgulho disso. Ambas, tem Instagram mas não publicam nada. Não têm interesse em fomentar suas redes sociais, não me interessa o motivo, mas afirmo que, seus clientes são tão bons quantos os meus.

 

Voltando…

Entrei no apartamento, avaliei rapidamente, montei uma estratégia na minha cabecinha, já que eu não tinha levado assistente (a pedido dos clientes), lembrando que estamos numa pandemia, o que seria mais seguro para todos, mas em contra partida, exigiria que eu fosse o mais assertiva o possível, para terminar até o dia seguinte, sem deixar pendências. Quando vc trabalha sozinha, todo o ônus e todo o bônus pertencem à vc. Então, comecei abrindo todas as malas, separando o que era roupinha e o que era acessório. Depois fiz a segunda triagem, o que era roupinha e o que era roupa de cama e banho. E ainda fiz a terceira triagem, separei todas as roupinhas por faixa etária. Aí sim! Cai dentro das dobras! Aproximadamente 6 horas seguidas dobrando roupa. Em paralelo, pedindo colméias, porque roupas de bebês precisam ser guardadas em colméias, ainda mais com todas as circunstâncias envolvidas: gêmeas.

 

Um parênteses…enquanto dobrava roupas me peguei refletindo muito sobre a maternidade de múltiplos. Certeza que pais de múltiplos são escolhidos por Deus! Não tenho nenhuma dúvida disso. A gente já vem com a missão programada de aprender em menos de um ano, tudo o que os pais de singles aprendem em 10 pelo menos. E os filhos também, nascem já sabendo a importância de compartilhar, dividir, renunciar, escolher, esperar, serem resilientes, e tantas outras coisas difíceis mas não impossíveis, que muitos seres humanos levam uma vida e não aprendem.  Dois fatos que eu vivi, me levaram à essa conclusão. Uma vez empurrando o carrinho dos meus filho, muito, muito pequenos ainda. Acho que eles tinham no máximo 2 meses, uma mulher que estava com sua filhinha da mesma idade me perguntou como eu fazia quando os dois choravam? Prontamente respondi: “alguém vai continuar chorando, porque eu vou priorizar o mais estressado ou o que está com fome no momento”. Sou uma só e não andava com babá na época. Nem tinha esse recurso. Babá só entrou na minha vida quando meus filhos tinham quase 5 meses e eu precisava voltar a trabalhar para sustentá-los. A outra coisa que lembro bem, foi que, ao longo da maternidade, fui desenvolvendo métodos próprios de maternar de uma forma mais tranquila e planejada, já que por natureza sou intensa, por exemplo, quando eu comprava ingresso para uma evento ou tinha uma festinha no fim de semana, e ainda estávamos no início dela ou estava muito longe o evento, eu NUNCA falava pra eles o que íamos fazer no finde. NUNCA! Não ficava falando toda hora”nós vamos ao teatrinho, nós vamos ao teatrinho!! Nós vamos ao show de fulano, nós vamos ao show de fulano!”. Ficar massacrando isso em cima das crianças, alimentando a ansiedade de quem ainda não sabe lidar com isso. Eu só falava no dia do evento de manhã. Se tivesse tudo bem, se ninguém tivesse doente, se tudo tivesse dentro dos conformes. Acho que muitos dos ansiosos mundo afora são frutos dessa ânsia incutida ainda na infância. E se tem uma coisa que eu tenho horror, é de ansiedade. Deus que me livre!

 

Voltando mais uma vez!

Sexta-feira, é um dia que as empregadas saem mais cedo normalmente, e nessa casa não era diferente. Logo após o almoço avisei à cliente se não haveria possibilidade de alguém ir para lá ficar comigo porque eu queria dar uma turbinada no processo, e ir até às 18h. Normalmente trabalhamos até as 16h30 ou 17h. Então ela me mandou os sogros. Que sogros gente! Que sogros! Amorosos, empáticos, preocupados, queridos, me ajudavam a pensar em tudo. E tudo o que eu sugeria, o sogro pelo celular resolvia de imediato. Acrílicos e cabides por exemplo. A cliente me contou que comprou 5% do volume de tudo, que o resto, foi comprado pela sogra e pela mãe dela, já que precisou estar internar a maior parte do tempo durante a gestação por conta do risco. Os sogros, foram uma mão na roda pra mim, enquanto eu dobrava, a sogra ia fazendo um double check no volume de roupas para ver se não estava faltando nada, já que foi ela quem lavou tudo.O sogro, comprava meus barulhos, rs, sugeri que, apesar dos cabides fofíneos brancos serem lindos, eles não eram funcionais. Tínhamos duas portas de armário com um bom tamanho, mas esses cabides roubam muitos espaços. Ele abriu o aplicativo do Mercado Livre, mostrou o cabide, escolhi a cor ele lacrou (odeio essa palavra rs). Fechou a compra e ainda me falou assim, “amanhã vai estar aqui!”. Particularmente, amo pessoas assim. Não há perdedores quando todos jogam à favor e no amor. Ao fim do primeiro dia, todas, todas as muitas, infinitas roupinhas já haviam sido dobradas e o armário já tinha uma pequena parte montada. Eu não podia definir com certeza os espaços, pois faltavam as peças grandes que seriam dobradas no dia seguinte, as toalhas, cueiros, mantas, lençóis etc. O dia seguinte seria longo também. E foi!

 

Sábado foi o segundo e último dia. Confesso que também parei de trabalhar sábados, domingos e feriados, mas, a cliente não era minha, ela não recebeu um orçamento com as observações contidas. Segundo,  era uma situação de emergência. Levamos algumas coisas em consideração para abrir excessões, sempre. Desta vez no apartamento, eu e uma empregada somente. Ela caindo dentro do trabalho dela. Eu, no meu. Separei as roupas de cama e banho e vambora! Começo sempre pelo mais fácil, um hábito meu. Começar pelo mais fácil, me dá tempo de equacionar as questões mais complexas do conteúdo mais difícil. Enquanto dobro, vou pensando em soluções. Sempre dá certo. Trabalhar sozinha exige que eu esteja focada o tempo todo, porque tenho que pensar nas colméias, eu já tinha usado uma leva quase inteira, precisaria de mais. Nos acrílicos que seriam fundamentais na organização do banheiro das meninas. Na divisão dos espaços para as duas e em rotular tudo ao final do projeto. Aliás, antes de começar  qualquer projeto, tem uma pergunta que eu faço sempre para os clientes, que é “como vc pensou esse espaço?”. Quando fiz essa pergunta para essa cliente, ela me disse, “nada, faça do seu jeito, confio!”. Ela estava exausta, racionando energias para o principal na vida dela, as filhas. Decidi então que centralizaria tudo o que é de uso diário, em uma porta só, a porta mais próxima do trocador seria o melhor a ser feito. A outra porta, mais distante do trocador e muito próxima ao berço, seria para roupas de cama e um estoque do que já existia em uso. Tudo foi muito bem pensado e planejado, na rotina, no dia a dia, na velocidade que é preciso para manter duas crianças limpinhas, quentinhas, arrumadinhas etc. E uma boa dose de lógica faz muita diferença nesse momento. Acho que ser mãe de gêmeos que ajudou muito nos processos. Acredito piamente que em algum momento dessa jornada, elas irão mostrar suas personalidades que também ficarão impressas na sua maneira de vestir. Aí, ter duas portas de armários será fundamental! Por enquanto, tudo em uma só, seria bem mais prático.

 

Às 18h de sábado eu havia terminado tudo!! Os cabides chegaram e eu já havia trocado todos, e ganhamos mais espaço com isso. Mais colméias também foram pedidas e recebidas, deixei duas de cada tamanho de reserva pra ela, caso fosse preciso. O banheiro estava pronto, era pouca coisa. E tudo, exatamente tudo estava rotulado, prontinho para uso da babá, da enfermeira, dos avós e principalmente dos pais.

 

Às 20h eu recebi um muito obrigada bem afetuoso da secretária do sogro da cliente. Às 22h30 eu recebi uma mensagem linda de agradecimento dos sogros com o comprovante do pagamento total do projeto. Gente fina, educada, elegante e generosa, tem esse tipo de comportamento, é grato e reconhece quando o melhor foi feito e da melhor forma para a família dele que vive um grande momento. Pasmem, a maior parte dos nossos clientes, são desse jeito. Valorizam nosso trabalho e a pessoa que somos. Queria que todos fossem assim na verdade. Mas já em contento com a grande maioria.

Domingo às 7h40 eu acordei com uma mensagem da cliente dizendo que estava tudo lindo e maravilhoso. Sorri. Plena e muito feliz. voltei à dormir. Pronta para a próxima.

 

Beijos e uma maravilhosa semana para todos nós!

Verônica Cavalcanti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Verônica

Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
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