Como muita gente tá careeeeeeca de saber, minhas andanças profissionais ao longo da vida, que incluem docência de jardim de infância ao Senac, secretária, publicitária, vendedora e gerente de loja, assistente administrativa em uma gravadora e o último deles, hotelaria, se tornaram a melhor bagagem profissional que uma pessoa poderia ter. Este último, foi meu céu e meu inferno. Lá, fiz grandes amigos, mas tive a pior gerente que alguém pode ter. Posso falar isso com tranquilidade aqui, primeiro porque ela foi de fato, não cito nome e se for ler isso que escrevi, embora ache muito difícil, sinto muito, foi mesmo, sabia disso e eu nunca escondi. Mas graças a essa gerente muito ruim eu me capacitei pra caramba! Aprendi a lidar com pressão, com prazos, com palavras “desditas”, com profissionais que jogam tudo em cima de vc e não te dão respaldo nenhum. Fui maltratada, meu trabalho nunca prestava, nunca estava certo, segundo a opinião dela, ainda que eu fizesse o melhor. Quando fui demitida por ela, tive que ouvir a seguinte frase “Você treinou tão bem seus empregados, vc os capacitou tão bem que estou hj extinguindo seu cargo. Eles andam sem vc.” Ponto final literalmente. Ela só esqueceu de uma coisa, nenhuma equipe, por melhor que seja, vai adiante sem um líder. Enfim, soube que um tempo depois ela tentou reativar a função pois os resultados não eram favoráveis e não conseguiu. Logo depois o hotel entrou em espiral e faliu! Uma pena!
Bem, uma sensação de libertação tomou conta do meu ser. Sério mesmo! Foi o empurrão que eu precisava pra vida. E em 2004 eu decidi que meu trabalho seria valorizado ao extremo, que eu só trabalharia pra quem eu quisesse e pra quem acreditasse em mim…enfim, 12 anos depois a profecia se cumpriu. Sou feliz ao nível máximo, e conto nos dedos os trabalhos que eu fiz para clientes que não me valorizaram tanto quanto eu acredito que valho. Pra esses, eu não volto nunca mais!
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Bem, o Copacabana Palace entrou na minha vida e na do AO não pelos meus contatos em hotelaria, mas que isso ajudou, ahhhh ajudou muito mesmo, tanto no operacional como no lidar com o mercado hoteleiro. Pressão muita, pouco feedback e trabalho árduo. Ralação pesada com muito suor, pouca água e um resultado minimamente satisfatório para eles, porque pra mim foi maravilhoso. Então, o primeiro orçamento que era macro e incluía as sete rouparias e padronização da rouparia de uniformes, foi “embarreirado” pela diretoria. Momento difícil do país, redução de custos, então, somente uma parte dessa etapa foi autorizada. Começamos então parte dessa empreitada com três pessoas na equipe e rouparias abarrotadas de uniformes e roupas, pior, com uma variedade absurda de produtos. Era preciso muita atenção pois tínhamos por exemplo um universo infinito de calças pretas sendo que cada uma era de um setor, e a única variação era o tecido, já imaginou né? Foi uma lenha separar os uniformes por categoria e setor, mas conseguimos, com a brilhante ajuda das pessoas que trabalhavam na própria rouparia e tiravam todas as nossas dúvidas e principalmente, nos ajudavam a decidir pelo descarte ou não. Foi uma santa ajuda como dizem por aí!
Essa empreitada inicial estourou nosso prazo. Novidade né? Era muita coisa para classificar e de um dia para o outro, tudo estava de “pernas pro ar”, porque rouparia de hotel é uma loucura mesmo. Só quem viveu nela sabe do que estou falando! O giro é enorme, manter o trabalho feito é humanamente impossível! Ainda assim conseguimos concluir com 2 dias de atraso e uma pendência na rouparia de uniformes que dependia exclusivamente da chefe verificar uma listagem de funcionários para nos passar e em época de Olimpíadas dentro de hotel 5 estrelas… sabe como é né?
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Passou uma, duas, três semanas e o Copacabana Palace pede nossa equipe de volta para não somente concluir a padronização da rouparia de uniforme, que incluía a confecção de tags, com baixo custo mas lindos, mas fundamentalmente para organizar e preparar todas as rouparias para o inventário que irá acontecer me breve. Ou seja, o hotel se rendeu ao orçamento total que compreendia as demais etapas. Para eles, não havia tempo nem mão de obra pra isso. Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeem, meu maior pesadelo que era fazer o inventário no extinto Meridien, ondeu eu fui Coordenadora de Estoques, e que tinha nada mais nada menos que 360 apartamentos, a mesma quantidade de funcionários etc e tal voltou à tona! Jesuuuuuuuuuuuuis, pensei que eu tivesse deixado inventário de rouparia de hotel pra trás, mas ele voltou! Ainda bem, ainda bem que eu tive uma gerência ruim, ainda bem que, ainda que com muito sacrifício eu havia vivido tudo aquilo no passado! Foi a minha experiência que me salvou! Preparar as rouparias para o inventário significava trabalhar com métodos que poucos saberiam e cumpririam se não tivessem a vivência. Era preciso contar as caixas, sinalizar tudo, padronizar as embalagens, deixar caminhos abertos para o auditor passar entre as estantes e pilhas de caixas, e contar juntamente com a chefe de rouparia e por aí vai. Era muito mais do que ter uma estética linda. Uma série de exigências que quem viveu na pele não esquece jamais! Assim foram os dias, com uma assistente voltada somente para a rouparia de uniforme, checando lista, confeccionando tags e outra comigo nas rouparias colocando a mão na massa! E mais, o hotel disponibilizou mais dois ajudantes que chegaram juntinho, mas ainda assim, no fim do dia, a gente tava um lixo! Fato! A roupa, o uniforme imundo, o braço nem levantava, aliás, nem ia pra frente, foi duro passar a marcha no carro, foi duro até lavar o cabelo no banho porque o braço travou! Só pra entender a extensão do trabalho nada glamouroso de uma profissional da organização. Essa é a mais pura verdade. Essa é a realidade de quem ama o que faz e se dispõem de fato a trabalhar nesse mercado. Simples assim! Adoro falar isso. Sou chata. Sei disso. Perdão. Rs
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Bem, o investimento do hotel foi basicamente em caixas plásticas para organizar as rouparias de uniformes, além de porta documentos e lacres, vendidos facilmente no Kalunga, para fazer os tags com nome e número de cada funcionário já que a arara nova era numerada, igual as araras de lavanderia, sabe? Assim, cada funcionário teria sua numeração e ao pedir seu uniforme, não falaria mais o nome, o apelido etc e tal, falaria somente o seu número de uniforme. Mais prático e funcional. Também houve um investimento maciço em cabides, total de 1200 unidades do modelo Star Preto do Joleis, fornecedor que fica na mesma rua do hotel. Não foi sugestão minha. Quando chegamos, ele já havia sido comprado. Confesso que eu não sugeriria aquele modelo, mas trabalhamos com o que tínhamos na mão, mas não achei legal não, muito frágil para a quantidade de roupas que ele iria agrupar por unidade. Alguns ficaram pelo caminho, quebraram, enfim, mas tá lá!

Esse não foi o primeiro trabalho que fizemos para o Copacabana Palace, foi o quinto, desde 2011. Mas foi o primeiro de organização da rouparia e como nossas referências eram as melhores por trabalhos anteriores, ainda que a gestão tenha sido outra, nosso caminho já havia sido aberto. Voltamos com força total! E esperamos que venham outros e outros, porque experiência não nos falta, é um mercado que conhecemos bem, e e entendemos que a falta de feedbacks não necessariamente quer dizer que o trabalho tenha sido ruim. A hotelaria funciona assim. Neste caso, reincidência é uma maravilhosa resposta! Queremos mais pulseirinhas em nosso pulso!
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Bom fim de semana amores! Que venha uma melhor ainda e sem mortes trágicas hein? Sofremos muito nessa que passou.
beijos da menina do AO
Verônica Cavalcanti

“Verônica

Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
Como me disse uma vez um numerólogo: vim para a guerra. 😉

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2 Comments

  1. Larissa Leite 26/10/2016 at 13:35 - Reply

    Lindo e impecável!!! Parabéns, Verônica e equipe!
    Beijo,
    Larissa Serpa Leite

    • Veronica 18/11/2016 at 14:23 - Reply

      Floooor! Faltou vc em nossas vidas nessa nova empreitada no Copa, né?
      Saudades!
      beijos

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Como muita gente tá careeeeeeca de saber, minhas andanças profissionais ao longo da vida, que incluem docência de jardim de infância ao Senac, secretária, publicitária, vendedora e gerente de loja, assistente administrativa em uma gravadora e o último deles, hotelaria, se tornaram a melhor bagagem profissional que uma pessoa poderia ter. Este último, foi meu céu e meu inferno. Lá, fiz grandes amigos, mas tive a pior gerente que alguém pode ter. Posso falar isso com tranquilidade aqui, primeiro porque ela foi de fato, não cito nome e se for ler isso que escrevi, embora ache muito difícil, sinto muito, foi mesmo, sabia disso e eu nunca escondi. Mas graças a essa gerente muito ruim eu me capacitei pra caramba! Aprendi a lidar com pressão, com prazos, com palavras “desditas”, com profissionais que jogam tudo em cima de vc e não te dão respaldo nenhum. Fui maltratada, meu trabalho nunca prestava, nunca estava certo, segundo a opinião dela, ainda que eu fizesse o melhor. Quando fui demitida por ela, tive que ouvir a seguinte frase “Você treinou tão bem seus empregados, vc os capacitou tão bem que estou hj extinguindo seu cargo. Eles andam sem vc.” Ponto final literalmente. Ela só esqueceu de uma coisa, nenhuma equipe, por melhor que seja, vai adiante sem um líder. Enfim, soube que um tempo depois ela tentou reativar a função pois os resultados não eram favoráveis e não conseguiu. Logo depois o hotel entrou em espiral e faliu! Uma pena!
Bem, uma sensação de libertação tomou conta do meu ser. Sério mesmo! Foi o empurrão que eu precisava pra vida. E em 2004 eu decidi que meu trabalho seria valorizado ao extremo, que eu só trabalharia pra quem eu quisesse e pra quem acreditasse em mim…enfim, 12 anos depois a profecia se cumpriu. Sou feliz ao nível máximo, e conto nos dedos os trabalhos que eu fiz para clientes que não me valorizaram tanto quanto eu acredito que valho. Pra esses, eu não volto nunca mais!
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Bem, o Copacabana Palace entrou na minha vida e na do AO não pelos meus contatos em hotelaria, mas que isso ajudou, ahhhh ajudou muito mesmo, tanto no operacional como no lidar com o mercado hoteleiro. Pressão muita, pouco feedback e trabalho árduo. Ralação pesada com muito suor, pouca água e um resultado minimamente satisfatório para eles, porque pra mim foi maravilhoso. Então, o primeiro orçamento que era macro e incluía as sete rouparias e padronização da rouparia de uniformes, foi “embarreirado” pela diretoria. Momento difícil do país, redução de custos, então, somente uma parte dessa etapa foi autorizada. Começamos então parte dessa empreitada com três pessoas na equipe e rouparias abarrotadas de uniformes e roupas, pior, com uma variedade absurda de produtos. Era preciso muita atenção pois tínhamos por exemplo um universo infinito de calças pretas sendo que cada uma era de um setor, e a única variação era o tecido, já imaginou né? Foi uma lenha separar os uniformes por categoria e setor, mas conseguimos, com a brilhante ajuda das pessoas que trabalhavam na própria rouparia e tiravam todas as nossas dúvidas e principalmente, nos ajudavam a decidir pelo descarte ou não. Foi uma santa ajuda como dizem por aí!
Essa empreitada inicial estourou nosso prazo. Novidade né? Era muita coisa para classificar e de um dia para o outro, tudo estava de “pernas pro ar”, porque rouparia de hotel é uma loucura mesmo. Só quem viveu nela sabe do que estou falando! O giro é enorme, manter o trabalho feito é humanamente impossível! Ainda assim conseguimos concluir com 2 dias de atraso e uma pendência na rouparia de uniformes que dependia exclusivamente da chefe verificar uma listagem de funcionários para nos passar e em época de Olimpíadas dentro de hotel 5 estrelas… sabe como é né?
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Passou uma, duas, três semanas e o Copacabana Palace pede nossa equipe de volta para não somente concluir a padronização da rouparia de uniforme, que incluía a confecção de tags, com baixo custo mas lindos, mas fundamentalmente para organizar e preparar todas as rouparias para o inventário que irá acontecer me breve. Ou seja, o hotel se rendeu ao orçamento total que compreendia as demais etapas. Para eles, não havia tempo nem mão de obra pra isso. Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeem, meu maior pesadelo que era fazer o inventário no extinto Meridien, ondeu eu fui Coordenadora de Estoques, e que tinha nada mais nada menos que 360 apartamentos, a mesma quantidade de funcionários etc e tal voltou à tona! Jesuuuuuuuuuuuuis, pensei que eu tivesse deixado inventário de rouparia de hotel pra trás, mas ele voltou! Ainda bem, ainda bem que eu tive uma gerência ruim, ainda bem que, ainda que com muito sacrifício eu havia vivido tudo aquilo no passado! Foi a minha experiência que me salvou! Preparar as rouparias para o inventário significava trabalhar com métodos que poucos saberiam e cumpririam se não tivessem a vivência. Era preciso contar as caixas, sinalizar tudo, padronizar as embalagens, deixar caminhos abertos para o auditor passar entre as estantes e pilhas de caixas, e contar juntamente com a chefe de rouparia e por aí vai. Era muito mais do que ter uma estética linda. Uma série de exigências que quem viveu na pele não esquece jamais! Assim foram os dias, com uma assistente voltada somente para a rouparia de uniforme, checando lista, confeccionando tags e outra comigo nas rouparias colocando a mão na massa! E mais, o hotel disponibilizou mais dois ajudantes que chegaram juntinho, mas ainda assim, no fim do dia, a gente tava um lixo! Fato! A roupa, o uniforme imundo, o braço nem levantava, aliás, nem ia pra frente, foi duro passar a marcha no carro, foi duro até lavar o cabelo no banho porque o braço travou! Só pra entender a extensão do trabalho nada glamouroso de uma profissional da organização. Essa é a mais pura verdade. Essa é a realidade de quem ama o que faz e se dispõem de fato a trabalhar nesse mercado. Simples assim! Adoro falar isso. Sou chata. Sei disso. Perdão. Rs
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Bem, o investimento do hotel foi basicamente em caixas plásticas para organizar as rouparias de uniformes, além de porta documentos e lacres, vendidos facilmente no Kalunga, para fazer os tags com nome e número de cada funcionário já que a arara nova era numerada, igual as araras de lavanderia, sabe? Assim, cada funcionário teria sua numeração e ao pedir seu uniforme, não falaria mais o nome, o apelido etc e tal, falaria somente o seu número de uniforme. Mais prático e funcional. Também houve um investimento maciço em cabides, total de 1200 unidades do modelo Star Preto do Joleis, fornecedor que fica na mesma rua do hotel. Não foi sugestão minha. Quando chegamos, ele já havia sido comprado. Confesso que eu não sugeriria aquele modelo, mas trabalhamos com o que tínhamos na mão, mas não achei legal não, muito frágil para a quantidade de roupas que ele iria agrupar por unidade. Alguns ficaram pelo caminho, quebraram, enfim, mas tá lá!

Esse não foi o primeiro trabalho que fizemos para o Copacabana Palace, foi o quinto, desde 2011. Mas foi o primeiro de organização da rouparia e como nossas referências eram as melhores por trabalhos anteriores, ainda que a gestão tenha sido outra, nosso caminho já havia sido aberto. Voltamos com força total! E esperamos que venham outros e outros, porque experiência não nos falta, é um mercado que conhecemos bem, e e entendemos que a falta de feedbacks não necessariamente quer dizer que o trabalho tenha sido ruim. A hotelaria funciona assim. Neste caso, reincidência é uma maravilhosa resposta! Queremos mais pulseirinhas em nosso pulso!
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Bom fim de semana amores! Que venha uma melhor ainda e sem mortes trágicas hein? Sofremos muito nessa que passou.
beijos da menina do AO
Verônica Cavalcanti

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Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
Como me disse uma vez um numerólogo: vim para a guerra. 😉

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2 Comments

  1. Larissa Leite 26/10/2016 at 13:35 - Reply

    Lindo e impecável!!! Parabéns, Verônica e equipe!
    Beijo,
    Larissa Serpa Leite

    • Veronica 18/11/2016 at 14:23 - Reply

      Floooor! Faltou vc em nossas vidas nessa nova empreitada no Copa, né?
      Saudades!
      beijos

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